•13 13UTC fevereiro 13UTC 2009 •
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Nada em ti é desperfeito; é como uma música perene, é como uma lágrima que sente excelsa e rica majestade, nada pode conter-te o sumo se tudo é doloso e perecível, a vida te é ó linda Alfazema indefectível, porque a ela sorris com tanta bondade, que quero que tal dia não acabe e que lembres deste ponto o dia inteiro! Sentir é melhor quando se sente a parte, a vida palpitar por inteiro!
Eu me vi importado / por tamanha formosura / nem o mais tomoso objeto é ornado / de tamanha candura
Eu me vi sempre encantado / pelos nobres desejos doces / que teu espírito olimpiado / quis que sempre fosse
Não há tamanha delícia / tem todas as palavras letícias / és sem dúvida Ó Juventude
O prior da existência / do fulgor a essência / da música o ataúde
II
Eu quis encantar-te em cantando / odes mais do que sinceras / querendo que a minha lira entoando / versos, pudessem deveras
Colher de teu riso o porto / seguro por onde trafego sozinho / de onde não saio nem morto / mel de meu doce vinho!
III
Sei de mim não ser proprietário / nem poder responder depois de meu túmulo / mas és com certeza o relicário / de meu verso o cúmulo / queria que fosses o incensário de meu riso fecundo, mas mais do que isso és receptáculo de meu e de meu eu todo o mundo!
Mesmo que te entoasse mais versos, não te caberiam, és loas demais para jâmbicos!
Eustáquio José (Lord Eustaquius) a minha Juventude!

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•13 13UTC fevereiro 13UTC 2009 •
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- caber na vida não é segredo para a morte!
- Nada tem segredo para quem sabe olhar o rumo certo!
- dentro do sonho nada se consome!
- poder ter um dia é privilégio de poucos
- dói a alma que não sonha!
- até aqui os dias não são metades, mas ínfimas partes de um sombrio descando!
- caibam as horas em seu desconsolo!
- aqui é o dia!
Eustáquio José (Lord Eustaquius).
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•13 13UTC fevereiro 13UTC 2009 •
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Dos meus olhos nada apercebo além de uma paisagem fria, como as curvas de meu espesso inrelevo que atribuo como sendo vida, e assim domino a destreza de não parecer como antes, aquilo que me fez menos e a frieza que conto como meu instante!
Eustáquio José (Lord Eustaquius).
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•13 13UTC fevereiro 13UTC 2009 •
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Não é dor, é minha alma que intenta, ser de si sua própria constância, ter em seus lábios a contenda, ter em sua margem a letargia, nunca abrace o óbolo que te deixam, antes que te cheirem a alma, eis o dia, eis todo o segredo, que a minha intenção revelam, nunca deixe que todos os seus medos, espantem a tua certeza, nunca deixa que os teus anseios, sejam a porta de sua vida, eis o tempo em que o que me vê é o talho, não é dor, é somente certeza sentida!
Eustáquio José (Lord Eustaquius).
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•13 13UTC fevereiro 13UTC 2009 •
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O que olho é a devoção de meus dias, é a paragem livre de máculas, é a vida que não tem declive nem aclive, é a terna constante das horas, como sempre uma canção benfazeja, como sempre um hino perene em loas ornadas, óvalo incandescente! Dia de minha madrugada! Minha intensa serena lua, que me acalma o cuoro sentido, que me traz de volta a beleza que me traz assim o brilho, eis a linha augusta de meus intento, dama Júlia, regina coeli, eis a ti o tempo de meus versos, loas e encantamentos, como se soubesse que teus olhos de azul me enchem a alma!
Eustáquio José (Lord Eustaquius).
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•13 13UTC fevereiro 13UTC 2009 •
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- jamais perca a luz de vista!
- como nascer de novo? morra sempre!
- Viver não tem segredo, é só fingir a si mesmo!
- Do céu de meus olhos, ao inferno de meus ouvidos!
Eustáquio José (Lord Eustaquius).
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•13 13UTC fevereiro 13UTC 2009 •
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Pobre anátema, morreu cedo, nem se viu, nem no espelho, nem de dia, nem no ermo da noite que se fez lentamente, nem se deu conta da insistência febril com que tudo no seu dia ruiu, com que tudo demais se foi!
Eustáquio José (Lord Eustaquius).
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•13 13UTC fevereiro 13UTC 2009 •
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Eu me via no quadro de minhas sombras, pintado como se nada me bastasse, eu me via de dia pronto, mas nas sombras como se o sol não me alcançasse! Meus passos parecem que não seriam tão claros, ó como a noite caiu cedo, eu vida, vida prestes à abundância, eu tempo morto por inteiro, há desordem em meu contento, por que e em que me veria? Com o toque sombrio do alento, como um dia que não mais me vida, meus dias não são mais venenos, a tela já ficou bem nítida, pelo menos as horas lá não passam, nem meus cabelos embraquejam lentamente, nada mais importa todo o retrato já está pronto em demasia, o que sobra, ah o que sobra, apenas outra tela fria e vazia!
Eustáquio José (Monsieur du Vallon).
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•13 13UTC fevereiro 13UTC 2009 •
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Eu vejo meu mundo pelo meu descontentamento, vejo tudo como se nada fosse, vejo as flores, as horas e os ventos, como se não pudessem ser outra coisa que dores, dores altas, coloridas e fugidias, que somente em tudo se acolhessem, mesmo que as horas me prediquem, não sou eu quem a vê nem me vejo, mesmo que meus olhos consumam, nem que as veias de meus cílios destilem o meu desarmar é necessário, não é tristeza que d’aurora do riso parte em fuga, não é a desordem que de mim parte que me mim se faz rua para que passe que meus passos letárgicos, a vida morde, e por si é o talho que nem adianta, porque verterá sangue, como num quadro impuro se sai em ares que nada pode nem em nada surge!
Eustáquio José (Lord Eustaquius).
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•13 13UTC fevereiro 13UTC 2009 •
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Qual verso diz mais no silêncio?
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