Ode a Alfazema (texto 1000 do blog)
Nada em ti é desperfeito; é como uma música perene, é como uma lágrima que sente excelsa e rica majestade, nada pode conter-te o sumo se tudo é doloso e perecível, a vida te é ó linda Alfazema indefectível, porque a ela sorris com tanta bondade, que quero que tal dia não acabe e que lembres deste ponto o dia inteiro! Sentir é melhor quando se sente a parte, a vida palpitar por inteiro!
Eu me vi importado / por tamanha formosura / nem o mais tomoso objeto é ornado / de tamanha candura
Eu me vi sempre encantado / pelos nobres desejos doces / que teu espírito olimpiado / quis que sempre fosse
Não há tamanha delícia / tem todas as palavras letícias / és sem dúvida Ó Juventude
O prior da existência / do fulgor a essência / da música o ataúde
II
Eu quis encantar-te em cantando / odes mais do que sinceras / querendo que a minha lira entoando / versos, pudessem deveras
Colher de teu riso o porto / seguro por onde trafego sozinho / de onde não saio nem morto / mel de meu doce vinho!
III
Sei de mim não ser proprietário / nem poder responder depois de meu túmulo / mas és com certeza o relicário / de meu verso o cúmulo / queria que fosses o incensário de meu riso fecundo, mas mais do que isso és receptáculo de meu e de meu eu todo o mundo!
Mesmo que te entoasse mais versos, não te caberiam, és loas demais para jâmbicos!
Eustáquio José (Lord Eustaquius) a minha Juventude!


É um lugar mais do que merecido para minha milésima participação no blog, que são os olhos, colo e sorriso de minha Juventude!
Parabéns pelo milésimo post! Que mais versos continuem a surgir e embelezar seu espaço, o enchendo de emoções.
Alfazema Juventude e Monet, ótima combinação.
A efemeridade da juventude é tal qual as pinceladas turvas de Monet, alegres e inconstantes. Cheirando ao doce perfume da Alfazema…
Lindos versos!